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Queimada Galega, os preciosos ingredientes

5 Dicas para preparar a melhor queimada galega

Dizem que é uma bebida mágica, para partilhar com os amigos! À Queimada Galega são atribuídas propriedades sobrenaturais para afastar os maus espíritos e todas as coisas más.

Da nossa parte podemos comprovar que é uma bebida deliciosa, cheia de história e tradições e que é excepcional para ser preparada e bebida junto de pessoas com quem é bom partilhar o mundo.

Queimada Galega, sabe como se prepara?

  1. O pote

O recipiente é importante, quanto mais não seja para contribuir para a teatralidade do momento. Escolha um recipiente de barro ou de metal que resista à queima do bagaço no seu interior… quanto mais tosco melhor!

  1. O bagaço

O bagaço é fundamental, é a sua queima que vai originar o licor final da Queimada Galega. Escolha um bagaço de qualidade, feito a partir de mosto das uvas e sobretudo… forte.

  1. O açúcar

Deve ser amarelo, em quantidades generosas, adiciona-se ao bagaço. 200 gramas por cada litro.

  1. Os citrinos

Podem ser limões ou laranjas, devem ser frescos, partidos em quatro partes e adicionados à mistura de bagaço e açúcar.

  1. Os grãos de café

Quando todos os ingredientes estiverem juntos no pote, basta adicionar alguns grãos de café não moídos.

Depois de todos os ingredientes no pote, chegou o momento de incendiar o bagaço, a mistura deverá arder durante vários minutos por forma a queimar o álcool, caramelizar e misturar os sabores. Mexer a poção com frequência é fundamental… bem como recitar o esconjuro com toda a convicção.

Tradições que ecoam do passado

Ninguém sabe ao certo qual a origem do ritual da Queimada Galega, sabe-se que é uma tradição centenária ou mesmo milenar dos povos da Galiza e Norte de Portugal. Há quem ligue o ritual ao dia dos mortos e quem estabeleça relações entre a Queimada Galega e algumas tradições Celtas.

Na Borealis apenas sabemos que funciona para reunir os amigos, viajantes e exploradores, que nos inspira para continuar a aprender sobre as tradições e a origem da nossa cultura.

Antes de beber, levantamos os copos e brindamos à “boa vida Borealis”…

Esconjuro e feitiço não pode ser esquecido

Enquanto arde a poção mágica há que recitar o esconjuro:

Mochos, corujas, sapos e bruxas.

Demônios, trasgos e diabos,

espíritos das enevoadas veigas.

Corvos, píntigas e meigas:

feitiços das mezinheiras.

Podres canhotas furadas,

lar dos vermes e alimárias.

Fogo das Santas Companhas,

mau-olhado, negros feitiços,

cheiro dos mortos, trovões e raios.

Uivar do cão, pregão da morte;

focinho do sátiro e pé do coelho.

Pecadora língua da má mulher

casada com um homem velho.

Averno de Satã e Belzebu,

fogo dos cadáveres ardentes,

corpos mutilados dos indecentes,

peidos dos infernais cus,

mugido do mar embravecido.

Barriga inútil da mulher solteira,

falar dos gatos que andam à janeira,

guedelha porca da cabra mal parida.

Com este fole levantarei

as chamas deste fogo

que assemelha o do Inferno,

e fugirão as bruxas

a cavalo das suas vassoiras,

indo se banhar na praia

das areias gordas.

Ouvi, ouvi! os rugidos

que dão as que não podem

deixar de se queimar na aguardente

ficando assim purificadas.

E quando esta beberagem

baixe pelas nossas goelas,

ficaremos livres dos males

da nossa alma e de feitiço todo.

Forças do ar, terra, mar e fogo,

a vós faço esta chamada:

se é verdade que tendes mais poder

que a humanas pessoas,

aqui e agora, fazei que os espíritos

dos amigos que estão fora,

participem connosco desta Queimada.

Acompanhe-nos no próximo Trekking Celta ao Luar!

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